Hudson A. R. Bonomo
Pesquisador · Doutor em Psicanálise · Fundador

Hudson
A. R. Bonomo

Vim da máquina para o divã — e nunca larguei nenhum dos dois.

Retrato de Hudson A. R. Bonomo
RetratoRio de Janeiro · 2026

Doutor em Psicanálise, Saúde e Sociedade pela UVA — e antes disso, Mestre em Engenharia Mecânica pela COPPE/UFRJ. Pesquisador na fronteira entre psicanálise e inteligência artificial, com 25 anos de experiência em engenharia de software e tecnologia — incluindo 3 anos morando em Sunnyvale como engenheiro de software na QualiTau Inc., no Vale do Silício. Esta página reúne as frentes onde esse encontro improvável acontece — da clínica à máquina, da pesquisa à canção —, e aponta para onde cada uma delas vive.

As frentes

Três portas — 01 / 02 / 03

Não trabalho num lugar só. O mesmo gesto — escutar — se reparte em três frentes que conversam entre si. Cada porta abaixo sai daqui e leva para onde a coisa de fato acontece.

01

ClínicaAtendimento, supervisão e grupos

Atendo adultos online desde 2016, supervisiono clínicos em formação e conduzo grupos de estudo pela linha Freud-Lacan-Ferenczi. Coordeno o CEPCOP/USU desde 2019 — com mais de 6.000 atendimentos por ano na clínica de partilha — e oferecemos escuta gratuita às populações marginalizadas através do Dispositivo Xica Manicongo (CPAPEC).

02

PesquisaPsicanálise & inteligência artificial

Engenheiro mecânico pela UFRJ, pesquisador em IA com 3 anos no Vale do Silício e doutor em Psicanálise pela UVA — é daí que pergunto o que acontece quando a máquina encontra o inconsciente. Esse eixo move o programa de pesquisa do TMU-LAB, o livro O Impossível da Máquina (no prelo, 2026), os artigos no Tempo Psicanalítico e nos Estudos da Língua(gem), e a gestão editorial da Revista Tempo Psicanalítico.

03

MovimentoPor uma psicanálise à brasileira

Co-fundei a EPEP — a primeira escola psicanalítica do Brasil com mais de 51% de negros, pardos e indígenas — e coordeno o CPAPEC com Jairo Carioca e Ronald Lopes. Uma aposta anticolonial: formar, publicar e organizar uma escuta que se reconhece como origem, não como cópia do centro.

PeriphArt

Música — letras da periferia

Letrista · projeto autoral

Tem uma parte de mim que não cabe no consultório nem no artigo: escrevo letras.

O PeriphArt é onde a escuta vira canção — a mesma periferia que reivindico na teoria, agora em verso e melodia. É o lugar mais livre dos eixos: aqui o inconsciente não é interpretado, é cantado.

Ouvir no YouTube @periphart

Comecei em 1987: bacharelado em Engenharia Mecânica na UFRJ, mestrado na COPPE, e desde o primeiro ano já programava — Pascal, Basic, C. Morei 3 anos em Sunnyvale e trabalhei como engenheiro de software na QualiTau Inc., uma empresa de testes de semicondutores no coração do Vale do Silício. Depois, quase trinta anos dentro da tecnologia no Brasil: Oracle, Brainox, a cadeira de CTO — sistemas grandes demais para caber numa cabeça só, e a sensação persistente de que faltava ali uma pergunta. A pergunta era sobre o sujeito.

A pergunta sobre o sujeito virou pesquisa antes do doutorado: em 2019 publiquei Psicanálise em Tempos de Tecnocultura, primeiro livro dessa travessia. Em 2024, o doutorado em Psicanálise, Saúde e Sociedade pela UVA — com a tese "Uma ética do Real: identificações hiperdinâmicas em um não-lugar", orientada pelo Prof. Dr. Auterives Maciel Junior — formalizou o que já estava em movimento. Dessa travessia nasceram os conceitos que organizam meu trabalho: o Impossível da Máquina, a Pulsional AI, o Analista da Máquina. É essa tríade que ancora o livro O Impossível da Máquina (no prelo, 2026) e o programa de pesquisa que conduzo no TMU-LAB, onde pergunto o que acontece quando a máquina encontra o inconsciente.

Penso em público. Os artigos saem no Tempo Psicanalítico — revista de que sou editor gerente — e nos Estudos da Língua(gem); o pensamento diário, na newsletter Confiar Melhor. E o que a pesquisa pergunta, o movimento pratica: co-fundei a EPEP — a primeira escola psicanalítica livre do Brasil com mais de 51% de negros, pardos e indígenas — e coordeno o CPAPEC e o CEPCOP/USU, que realiza mais de 6.000 atendimentos gratuitos por ano.

E há ainda o que escapa de tudo isso: escrevo letras de música no PeriphArt. É talvez onde os eixos enfim se encontram — a técnica, a escuta e a periferia virando canção.